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Cordel Atemporal
Car@s, criei este espaço em 2007, e, desde então, com alguma frequência, fazia atualizações, geralmente repercutindo o blog CORDEL ATEMPORAL. Resolvi, no entanto, concentrar todas as postagens nos blogs CORDEL ATEMPORAL, CONTOS E FÁBULAS DO BRASIL e no fotolog MARCO HAURÉLIO - CORDEL & CULTURA POPULAR. Os arquivos deste blog continuarão disponíveis. Até porque a ideia de um blog com esse nome nasceu da coluna que eu mantinha na revista eletrônica Music News, em 2006. Obrigado!
Escrito por Marco Haurélio às 10h57
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Editora Luzeiro lança novos cordéis

Versão de Manoel Pereira Sobrinho, um dos expoentes do cordel, para a clássica história de Rosa de Milão. Tamanho: 14cm X 18cm Preço: R$ 3,00 
Esgotado há cerca de dois anos, a História de Belisfronte, o Filho do Pescador, de Marco Haurélio, voltou à estante da Luzeiro em grande estilo. A capa foi feita a partir de uma antiga ilustração de Salvador Magalon, o Smaga, para a História do Príncipe Formoso, de Rodolfo Coelho Cavalcante. Tamanho: 14cm X 18cm Preço: R$ 3,00 
A história e a vida do mais importante político da África do Sul. Símbolo da resistência negra contra o apartheid, Mandela é tema do cordel escrito por Carlos Alberto Fernandes da Silva. Tamanho: 14cm X 18cm Preço: R$ 3,00  Pedrinho e Julinha pertence ao repertório do mesmo autor de O Pavão Misterioso, José Camelo de Melo Resende. História épica sobre o amor invencível que nasce na infância e atravessa o tempo, enfrentando as desilusões da vida.
 Um dos clássicos do cordel da Luzeiro retorna agora em edição retrabalhada com nova capa de André Mantoano. Antonio Teodoro dos Santos, seu autor, é um dos grandes nomes do cordel em São Paulo, nos tempos de consolidação do cordel no sudeste..
Visite o site da Luzeiro e confira outras novidades!
Escrito por Marco Haurélio às 14h17
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A Flor do Maracujá
Pelas rosas, pelos lírios, Pelas abelhas, sinhá, Pelas notas mais chorosas Do canto do sabiá, Pelo cálice de angústias Da flor do maracujá!
Pelo jasmim, pelo goivo, Pelo agreste manacá, Pelas gotas de sereno Nas folhas do gravatá, Pela coroa de espinhos Da flor do maracujá!
Pelas tranças de mãe-d’água Que junto da fonte está, Pelos colibris que brincam Nas alvas plumas do ubá, Pelos cravos desenhados Na flor do maracujá!
Pelas azuis borboletas Que descem do Panamá, Pelos tesouros ocultos Nas minas do Sincorá, Pelas chagas roxeadas Da flor do maracujá!
Pelo mar, pelo deserto, Pelas montanhas, sinhá! Pelas florestas imensas, Que falam de Jeová! Pela lança ensanguentada Da flor do maracujá!
Por tudo o que o céu revela, Por tudo o que a terra dá Eu te juro que minh’alma De tua alma escrava está!… Guarda contigo este emblema Da flor do maracujá!
Não se enojem teus ouvidos De tantas rimas em – á – Mas ouve meus juramentos, Meus cantos, ouve, sinhá! Te peço pelos mistérios Da flor do maracujá!
O singelo poema acima reproduzido foi escrito pelo poeta fluminense Luís Nicolau Fagundes Varela (1841 –1871), uma das grandes figuras do nosso romantismo literário. Quem o ler, não deixará de notar muitas similaridades com os escritos dos chamados poetas “populares”. O uso do mote no sexto verso talvez seja a característica mais ressaltada para os que, como eu, conseguem fazer esta associação.
O romantismo, aqui e alhures, bebeu nas fontes populares (assim designadas pelo fato de o nome dos autores de muitas canções, poemas e histórias ter-se perdido em algum lugar do passado). Baladas como a Lenore (Leonor, na tradução exemplar de Alexandre Herculano) foram arrancadas dos jograis e levadas aos salões nobres da Alemanha por Gottfried August Bürger (1704-1794, contemporâneo de Goethe. O próprio autor de Fausto incluiu no seu poema filosófico a Canção do Rei de Tule, curvando-se à tradição, fonte inesgotável na qual os gênios de todas as épocas saciam a sua sede.
Bem, tudo isso para dizer que A Flor do Maracujá, poema de Fagundes Varela, apesar de impregnado do “espírito popular, é uma composição autoral, baseada numa antiga lenda que remete ao Drama da Paixão. Quando Jesus era pregado à cruz, seu sangue espirrou e coloriu a flor branca que crescia na encosta do monte Gólgota. Essa flor é o maracujá, que tem a cor roxeada das chagas de Nosso Senhor.
No blog Nos Passos de Jesus encontrei a mesma explicação etiológica de minha infância sertaneja:
“Missionários espanhóis do século XVI viram a flor do maracujá e ficaram em êxtase. Acharam que sua estrutura representava a Paixão de Cristo. As pétalas e sépalas representavam os apóstolos, as anteras simbolizavam as chagas de Cristo, os três estigmas faziam referência aos três pregos na cruz, e os filamentos a coroa de espinhos... As flores seriam manchadas de roxo em virtude do sangue de Cristo.”
No poema de Fagundes Varela, as referências aparecem sempre nos quintos versos: “Pelo cálice de angústias”, “Pela coroa de espinhos”, “Pelos cravos desenhados”, “Pelas chagas roxeadas”, “Pela lança ensangüentada”.
E são em número de cinco, porque cinco são os Mistérios Dolorosos da tradição católica.
O mesmo tema recebeu um tratamento, digamos, pitoresco do poeta maranhense Catulo da Paixão Cearense (1863-1946):
A FLOR DO MARACUJÁ
Encontrando-me com um sertanejo Perto de um pé de maracujá Eu lhe perguntei: Diga-me, caro sertanejo, Por que razão nasce roxa A flor do maracujá?
Ah, pois então eu lhi conto A estória que ouvi contá A razão pro que nasci roxa A flor do maracujá
Maracujá já foi branco Eu posso inté lhe ajurá Mais branco qui caridadi Mais brando do que o luá
Quando a flor brotava nele Lá pros cunfim do sertão Maracujá parecia Um ninho de argodão
Mais um dia, há muito tempo Num meis que inté num mi alembro Si foi maio, si foi junho Si foi janero ou dezembro
Nosso sinhô Jesus Cristo Foi condenado a morrer Numa cruis crucificado Longe daqui como o quê
Pregaro cristo a martelo E ao vê tamanha crueza A natureza inteirinha Pois-se a chorá di tristeza
Chorava us campu As foia, as ribera Sabiá também chorava Nos gaio a laranjera
E havia junto da cruis Um pé de maracujá Carregadinho de flor Aos pé de nosso sinhô
I o sangue de Jesus Cristo Sangui pisado de dô Nus pé du maracujá Tingia todas as flor
Eis aqui seu moço A estoria que eu vi contá A razão proque nasce roxa A flor do maracujá.
A lenda também frequenta as páginas do poema épico Caramuru, de Santa Rita Durão (1722—1784):
"Nem tu me esquecerás, flor admirada Em quem não sei se a graça, se a natura Fez da Paixão do Redentor Sagrada Uma formosa e natural pintura Pende com pomos mil sobre a latada Áureos na cor, redondos na figura O âmago fresco, doce rubicundo Que o sangue indica que salvaria o mundo .
Com densa cópia se derrama, Que muito a vulgar hera é parecida, Entre sachando pela verde rama Mil quadros da Paixão do Autor da vida; Milagre natural que a mente chama Com impulsos da graça, que a convida, A pintar sobre a flor aos nossos olhos A cruz de Cristo, as chagas e os abrolhos.
É na forma redonda, qual diadema, De pontas, com espinhos, rodeada, A coluna no meio, e um claro emblema Das chagas santas e da cruz sagrada; Vêm-se os três cravos e na parte extrema Com arte a cruel lança figurada; A cor é branca, mas de um roxo exangue Salpicada, recorda o pio sangue.
Prodígio raro, estranha maravilha, Com que tanto mistério se retrata! Onde em meio das trevas a fé brilha Que tanto desconhece a gente ingrata! Assim, do lado seu nascendo filha A humana espécie, Deus piedoso trata, E faz que, quando a graça em si despreza, Lhe pregue com esta flor a natureza".
Escrito por Marco Haurélio às 11h12
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 A literatura de cordel, gênero de poesia que nos chegou da Península Ibérica com os portugueses, mas que fincou raízes no Nordeste brasileiro, criando feição própria, ainda encanta multidões. Renovada pela criatividade dos nossos mestres da poesia popular, a literatura de cordel recebe nos dias de hoje tratamento respeitoso pela Academia. Marco Haurélio, poeta e escritor dos mais acreditados nos meios literários, lança pela Editora Claridade um pequeno volume em que intenta contar a história desse gênero poético. O autor discorre com proficiência de mestre sobre a trajetória e as nuances da literatura de cordel ao longo do tempo, desde os seus inícios à modernidade, com suas tradições e adaptações. De fácil leitura, é livro para cabeceira.
Escrito por Marco Haurélio às 12h59
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Grande encontro. Em 1958
 Dia 17 do corrente, na companhia do poeta João Gomes de Sá, estive em Lençóis Paulista, ministrando uma oficina que teve por tema a Literatura de Cordel.
Ciceroneados pelo diretor de Cultura do município, Nilceu Bernardo, ainda fizemos uma visita à Biblioteca Orígenes Lessa que homenageia o famoso escritor, filho mais ilustre da cidade.
A biblioteca guarda, entre tantos tesouros, o acervo de Lessa, que inclui livros com autógrafos de alguns dos maiores nomes de nossas letras, como Guimarães Rosa e Carlos Drummond de Andrade.
Por sorte, vi esta foto, que também integra o valioso acervo. Nela, aparecem o poeta e estudioso Egídio Oliveira Lima, autor do fundamental Folhetos de Cordel, Orígenes Lessa, Sebastião José do Nascimento e Manoel D’Almeida Filho.
O registro foi feito em João Pessoa (PB) em 1958.
Escrito por Marco Haurélio às 13h59
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Cordel na sala de aula: relembrando 2010
Um grande momento para mim, neste ano em que aonteceu tanta coisa boa, foi a visita às três unidades do colégio Pentágono, para falar de meu livro A Megera Domada em Cordel. Abaixo, o texto da Professora Liliani Araújo, assessora da área de Infoeducação, sobre as atividades realizadas em março de 2010. Boas lembranças!
Megera Domada em Cordel – A adaptação de uma grande clássico trouxe Cultura Popular para os 8ºs anos do Pentágono No primeiro encontro, os professores de infoeducação fizeram o lançamento do livro “Megera Domada em Cordel” por meio de uma aula bem dinâmica com imagens no Power Point, xilogravuras e folhetos de romances apresentando a Literatura de Cordel e a tradição da oralidade na Cultura popular. Os alunos puderam conhecer as diversas modalidades desta poesia: sextilhas, oitavas, martelo, mote em 10 e foram estimulados a escrever seus próprios cordéis. Por meio de Cd´s e vídeos, conheceram também o repente, a arte do improviso tão forte e comum aos cantadores de viola, uma tradição que se iniciou com os trovadores franceses e se perpetuou no Brasil. No segundo encontro, os alunos foram preparados para receber o autor do livro, Marco Haurelio. Com a orientação dos professores e infoeducadores, elencaram perguntas instigantes que gostariam de fazer ao autor. Para aprofundar ainda mais seus conhecimentos, assistiram ao documentário “Pé na França”, que nos mostra dois cantadores nordestinos indo buscar na França a origem da cantoria do Cordel. Concomitante a isso, as professoras de Língua Portuguesa trabalhavam em sala a obra.
Para finalizar, recebemos, nas três unidades do Colégio, o autor Marco Haurelio que nos contou sua trajetória como cordelista e Sebastião Marinho, cantador e repentista que nos trouxe sua cantoria. Os alunos puderam fazer suas perguntas, ler os cordéis que prepararam e experimentar a arte do improviso tocando (como aconteceu em Alphaville) e cantando (Perdizes e Morumbi). Todos se envolveram muito nesta atividade e terminamos com uma sessão de autógrafos.
 8ºs anos de Alphaville assistem à apresentação do autor Marco Haurelio e até os alunos participam da cantoria
 Em Perdizes, Felipe e Matheus (à esquerda) e Thiago (à direita) fazem perguntas ao autor.
 Apresentação na unidade Morumbi (à esquerda) e Gustavo (à direita) conversa com Marco Haurelio Liliani Araújo Assessora da área de Infoeducação do Colégio
Escrito por Marco Haurélio às 11h38
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Coleção Saber de Tudo, em seus novos títulos, aborda contos de fadas e cordel
Ao lançamento paulista da coleção Saber de Tudo compareceram vários criadores do cordel, a exemplo de Cacá Lopes e Josué Gonçalves. A coleção Saber de Tudo, lançada há três anos, conta com títulos que valorizam a diversidade e a pluralidade cultural. Abordando temas como filosofia, religiosidade, arte e entretenimento, a Saber de Tudo acaba de ganhar mais dois novos volumes: Breve História da Literatura de Cordel, escrito pelo estudioso do assunto, Marco Haurélio, e Os Contos de Fadas, da pesquisadora, escritora e contadora de histórias Ana Lúcia Merege.
Considerada por muito tempo literatura menor ou subliteratura, o Cordel nordestino, desde o século XIX vem cumprindo um papel fundamental na história da cultura brasileira. A partir do poeta pioneiro Leandro Gomes de Barros (1865-1918), o Cordel se firmou como a leitura favorita de milhões de brasileiros, influenciando nomes como Mário de Andrade, Orígenes Lessa, Jorge Amado, Ariano Suassuna e Carlos Drummond de Andrade. Breve História da Literatura de Cordel refaz o percurso da poesia popular — da origem paraibana à consolidação dos dias atuais, com sua adoção nas salas de aula.
Já Os Contos de Fadas: origens, história e permanência no mundo moderno, resultado de uma minuciosa pesquisa, apresenta as raízes dos contos populares, sua disseminação e as obras de referência sobre o assunto. Além dos famosos Charles Perrault e Irmãos Grimm, a autora apresenta as obras precursoras, como os poemas épicos da Grécia, Ilíada e Odisseia, os contos indianos, passando pelo livro das Mil e Uma Noites, até os nossos dias. São mostradas também as muitas correntes de pensamento que suscitaram interpretações diversas dos contos de fadas.
Breve História da Literatura de Cordel Marco Haurélio ISBN 978-85-88386-91-4 112 págs. Preço: R$ 17,00
Os Contos de Fadas: origem, história e permanência no mundo moderno Ana Lúcia Merege ISBN 978-85-88386-39-6 88 págs. Preço: R$ 17,00
Escrito por Marco Haurélio às 12h19
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Costa Senna convida

Cante esse refrão por aí! é o nome do CD que Costa Senna lançará no próximo sábado, 19, na Ação Educativa. O novo disco do cantor e compositor cearense traz duas composições das quais sou co-autor: É proibido permitir, de onde foi retirado o refrão que dá título à obra, e Caravana do Cordel, homenagem ao grupo lítero-musical, do qual Senna e eu somos fundadores.
Clique AQUI para assistir ao clipe da música Caravana do Cordel.
E AQUI para ver uma versão ao vivo de É proibido permitir.
Abaixo, a programação completa:
O cantor e poeta Costa Senna, a Bodega do Brasil e a Ação Educativa convidam para o show de lançamento do CD "Cante esse refrão por aí!"
PROGRAMAÇÃO: O cantor e poeta Costa Senna recepciona as amigas e os amigos a partir das 16:00 h. No local estarão expostos alguns trabalhos do artista, tais como CD's, livros e folhetos de literatura de cordel. Conduzida pela jornalista e poetisa Daniella Almeida a abertura do evento se dará às 17:00 h com alguns rápidos depoimentos de amigos e apresentações artísticas, assim promamadas: • Eleilson Leite - coordenação executiva da Ação Educativa • Luiz Wilson: cantor, compositor e radialista. • Sonia Couto - educadora e coordenadora do Centro de Referência Paulo Freire • Rhayfer: cantor e compositor • Roberval Freire - coordenação SPM - Serviço Pastoral dos Migrantes • Meramolim: cantor e compositor • Marco Haurélio - poeta e pesquisador, membro fundador da Caravana do Cordel e representante das Editoras Nova Alexandria e Global • Chico Alves: cantor e compositor • Sylvio Passos, Carluz Bigode, Henriqueixas e a historiadora Luciane Alves - autênticos representantes do Raulseixismo • A partir das 18:00 h, o show de lançamento do CD com Costa Senna e Grupo UnirVersos. Formação do Grupo UnirVersos: Costa Senna, Ornela Jacobino, Tiago Stocco, Anderson Brasil e Júbilo Jacobino. Participação especial da cantora e produtora cultural Fatel Barbosa.
SERVIÇO: 18/09/2010 - SÁBADO das 16:00 h às 20:00 h Local: Espaço Cultural Periferia no Centro Auditório da Ação Educativa Rua General Jardim, 660 - Vila Buarque - São Paulo - SP Fone: (11) 3151-2333 - ENTRADA FRANCA
Escrito por Marco Haurélio às 16h53
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A arte de Severino Ramos
O paraibano Severino Ramos é artista plástico e reside em São Paulo.
Há algum tempo, na editora Luzeiro, no entanto, Severino deu-se a conhecer por outra faceta: a ilustração de livros.
Chamei-o para ilustrar meu novo livro, Contos e Fábulas do Nosso Folclore (Nova Alexandria), previsto para sair no início de 2011.
As imagens, acima reproduzidas, abrem as seções de Contos Maravilhosos (ou de Encantamento), Contos Jocosos e Contos do Ogre Estúpido (Demônio Logrado).
Escrito por Marco Haurélio às 15h16
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Cordel na Cortez
O tradicional Cordel na Cortez, que chega à sua sétima edição, começa dia 23 de agosto e vai até o dia 28. Sob coordenação do poeta Moreira de Acopiara, ocorrerão palestras, oficinas, recitais, contação de histórias, entre outras atividades, mostrando o vigor do cordel em São Paulo.Abaixo texto de divulgação:
VII CORDEL NA CORTEZ de 23 a 28 de agosto de 2010
A Cultura abre caminho, E a gente estuda. Pois sim! De Lindolfo a Todorov, Até Walter Benjamim, Pensadores de primeira... Eita, riqueza sem fim!
Falando em literatura Temos uma dupla forte: Ednilson e o seu Cortez, Do Rio Grande do Norte, Terra de Câmara Cascudo. Mas que Estado de sorte!
A Livraria Cortez Quer fazer o povo ler. Somando isso com história Fica mais fácil entender. É como juntar a fome E a vontade de comer.
Pois veja só: a Cortez, Que valoriza o cordel, Entra nessa parceria E permanece fiel, Levando história pra rua, Cumprindo um belo papel.
Pode ser história de Fazer sorrir ou chorar. Importante é entender, Nesse mundo mergulhar, Depois ir onde quiser, E sem sair do lugar.
Juntando a fome com a vontade de comer – Artistas e Cortez - Toni Assis
Sendo uma das pioneiras no movimento de levar a literatura de cordel para as mais diversas livrarias, a Cortez promove a 7ª. edição do tradicional "Cordel na Cortez". Um presente para você que ama este gênero literário e nele descobre a voz de um povo que não perdeu a capacidade de se emocionar. Serão horas de encantamento em que você estará em contato com poetas, repentistas, xilógrafos, cantadores, e palestrantes que traduzem, em seu lirismo e oratória, a voz da cultura popular.
OBJETIVO:
Idealizado por Gilmar de Carvalho, professor da Universidade Federal do Ceará e doutor em comunicação e semiótica pela PUC-SP, o principal objetivo do CORDEL NA CORTEZ é o de promover e dar maior visibilidade a literatura de cordel, gênero literário genuinamente brasileiro, que passou para o impresso em forma de folhetos, no final do século XIX. Estaremos também oferecendo comidas e bebidas típicas do sertão nordestino, além da exposição e venda de clássicos de autores consagrados desta literatura como Marco Haurélio, Moreira de Acopiara,J. Borges, João Gomes de Sá, Varneci Nascimento, Manoel Monteiro, Abraão Batista, Klevisson Viana, César Obeid entre outros renomados estudiosos no assunto.
Clique AQUI para ler a íntegra.
Escrito por Marco Haurélio às 11h30
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Lançamento: Breve História da Literatura de Cordel

A editora Claridade lançará, ainda em agosto, Breve História da Literatura de Cordel (112p., R$ 17,00), que integra a coleção Saber de Tudo. Escrito por mim, o livro reúne informações históricas e ensaios que, espero, sejam úteis para os que se aventurarem pelo universo fascinante da poesia do povo, do qual faço parte desde sempre.
Breve História da Literatura de Cordel refaz o percurso do mais conhecido ramo da poesia popular brasileira, desde o sertão da Paraíba, onde nasceu Leandro Gomes de Barros (1865-1918), maior expoente do gênero.
O livro traz, ainda, um capítulo sobre a presença do pícaro no romanceiro nordestino — reaproveitado na peça de Ariano Suassuna, Auto da Compadecida —, investiga a origem deste gênero literário, traça perfis de autores, editores e ilustradores e analisa as relações do Nordeste com o imaginário medieval.
A ilustração da capa é do mestre Jô Oliveira. Contribuíram, também, com leituras, sugestões e informações os amigos Aderaldo Luciano, Klévisson Viana, Rouxinol do Rinaré, Arievaldo Viana, Gregório Nicoló, Pedro Monteiro, José Honório, José Paulo Ribeiro e Varneci Nascimento.
Recebam, todos, agora, um “obrigado” coletivo.
Escrito por Marco Haurélio às 16h34
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Editora Conhecimento, do Ceará, lança As Babuchas de Abu Kasem (cordel infantil)

Página interna de As Babuchas de Abu Kasem A clássica história das Mil e Uma Noites, As Babuchas de Abu Kasem, adaptada por mim e lançada no formato folheto pela Tupynanquim, ganha, agora, uma nova edição. Desta vez, as desventuras do avarento Abu Kasem serão reaparecem como livro infantil, com belíssimas ilustrações de Rafael Limaverde.
Abaixo, a introdução do Abu Kasem
Eu vou contar uma história Para velhos e meninos, Que chegou ao nosso tempo Através dos peregrinos, Dos guerreiros do Islã, Pastores e beduínos.
O cenário deste conto É a velha Bagdá, A portentosa cidade Dos seguidores de Allah. Que o poeta em seu verso Pra sempre celebrará..
Em Bagdá residia O sovina Abu Kasem, Um mercador poderoso, Mais rico que Pedro Cem. E em toda vida jamais Deu uma esmola a ninguém.
Nas ruas por onde andava, Sempre escutava pilhéria, Pois as suas vestes eram O retrato da miséria, Mas encarava os gracejos Com expressão sempre séria.
As babuchas que calçava Estavam tão remendadas, Que, por onde ele passasse, Escutava as caçoadas. Mas cerrava os seus ouvidos A todas as gargalhadas.
Babucha é uma chinela De origem oriental. Até Camões a descreve Em sua obra colossal, Mas nesse conto fantástico Ela é o emblema do mal.
Mas, voltemos a falar No famoso personagem, Rico entre os potentados, Com sua soberba imagem, Sem perceber que o tesouro Não passa duma miragem.
(...)
O lançamento será sábado, 14 de agosto, às 17:30, na Biblioteca Belmonte, durante a atividade da Caravana do Cordel.
Endereço: Rua Paulo Eiró, 525 Santo Amaro - 04752-010 Tel: 11 5687-0408 e 11 5691-0433 Coordenadora: Andrea Regis de Oliveira
Escrito por Marco Haurélio às 15h03
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Clássicos infantis em Cordel
O poeta Varneci Nascimento, o Frei Varneci, anuncia, em seu blog, sua novas publicações: os livros infantis O Pequeno Polegar e Branca de Neve, clássicos contos de fadas vertidos para o cordel. 
Trecho de O Pequeno Polegar, ilustrado por Rogério Coelho: Era uma vez um Mindinho, Um Médio e um Anelar, Junto com o Indicador, Viviam a me implorar Para contar a história Do Pequeno Polegar.
Polegar, que não é dedo, Mas filho de um Lenhador E de uma Lenhadora. Um casal trabalhador Que, apesar da grande luta, Era muito sofredor.
Eles tinham sete filhos, E todos eles meninos. O mais velho, com dez anos, Então eram pequeninos. O mais novo tinha sete, E daqueles bem ladinos. 
Trecho da Branca de Neve, ilustrado por Andréa Ebert: Certa vez uma criança Disse: — O poeta me deve Uma história em cordel, Bonita, atraente e leve. Quando perguntei: — Qual era? Respondeu: — Branca de Neve!
No inverno, a rainha Atenta a neve olhou. Distraída, no caixilho De ébano se machucou, E três gotinhas de sangue Na neve ali salpicou.
Ela disse: — Eu queria Uma filha muito bela, Tão branca como a neve, Vermelhinha, a cor dela, Cabelo negro igualmente À moldura da janela. Mais informações: Tel./Fax: (11) 2628-1323 www.pandabooks.com.br edoriginal@pandabooks.com.br O lançamento oficial será no sábado, 14, na Livraria da Vila, da Fradique Coutinho, 915.
Escrito por Marco Haurélio às 10h51
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Encontro de Cordelistas na Belmonte
 Reproduzo, abaixo, o texto de divulgação da Biblioteca Belmonte para o encontro que se dará dia 24 de junho (dia de São João).
O II Encontro de Escritores Cordelistas, a ser realizado no dia 24/06/2010 às 19h, traz duas grandes referências na àrea de Literatura de Cordel: Moreira de Acopiara e Marco Haurélio
Moreira de Acopiara
Natural da cidade de Acopiara, do interior do Ceará, Moreira de Acopiara é o nome artístico de Manoel Moreira Júnior. O rádio e o cordel eram, na infância dele, os únicos meios de informação. Naquela época, os poemas eram feito na capital cearense e depois vendidos no interior. Autodidata, Moreira aprendeu a ler e a escrever por meio desses textos. “Eu me alfabetizei com o cordel e me apaixonei pela poesia.”
Os versos iniciais foram criados aos 15 anos, mas o primeiro cordel foi publicado apenas dez anos depois. Hoje, o autor já acumula mais de 100 folhetins. “Fazer cordel é fácil, difícil é ter um bom tema”, ressalta, lembrando que antigamente eram abordados assuntos populares, como a trajetória de Lampião. Hoje, os versos tratam de atualidades, muitas vezes com um tom crítico.
Marco Haurélio
O escritor, cordelista, poeta, professor e pesquisador do folclore brasileiro e da literatura de cordel no Brasil, Marco Haurélio Fernandes Farias, mais conhecido pelo nome duplo, Marco Haurélio, é representante do Brasil que contribui significativamente para a divulgação da cultura popular brasileira. O que pode ser conferido na essência da sua obra como pesquisador e nos trabalhos como editor.
Agende sua presença.
Biblioteca Pública Belmonte Rua Paulo Eiró, 525 - Santo Amaro - 04752-010 Tel: (11) 5687 0408 e (11) 5691 0433 E-mail: bmbelmonte@yahoo.com.br
Escrito por Marco Haurélio às 08h07
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Entrevista ao portal Resenhando
“Aos seis anos eu já sabia o que queria. Com essa idade, tentei escrever o primeiro cordel” - Marco Haurélio Por: Imprensa Editora Paulus / Da Redação do Resenhando
Conheça melhor o escritor baiano que contribui grandemente para a divulgação da cultura popular em formato de literatura de cordel. Saiba mais de Marco Haurélio!
O escritor, cordelista, poeta, professor e pesquisador do folclore brasileiro e da literatura de cordel no Brasil, Marco Haurélio Fernandes Farias, mais conhecido pelo nome duplo, Marco Haurélio, revela em entrevista toda a magia da literatura de cordel. O representante do Brasil que contribui significativamente para a divulgação da cultura popular brasileira, é um baiano nascido em Riacho de Santana, no dia 5 de julho de 1974.
Ele que gosta de filmes como Um Lugar ao Sol, Arizona Nunca Mais, Cidadão Kane, O Colecionador, Ben-Hur e Mary Poppins, tem em sua bibliografia diversos livros, entre eles: Os Três Porquinhos em Cordel, As Aventuras de Raul Seixas na Cidade de Todos, Breve História da Literatura de Cordel, As Três Folhas da Serpente, Traquinagens de João Grilo, Romance do Príncipe do Reino do Limo Verde, além de seu mais recente lançamento, A Lenda do Saci-Pererê em cordel, publicado pela Editora Paulus. Saiba mais do autor de A Lenda do Saci-Pererê em cordel, Marco Haurélio!
RESENHANDO – Como surgiu a ideia de escrever o livro? O Saci é um personagem que fascina crianças e adultos. Ainda hoje existem relatos de pessoas que o avistaram em alguma localidade rural. Há tempos eu queria escrever algo sobre o personagem, mas não queria ficar apenas na descrição de suas características ou de suas peraltices. Daí, pesquisei em vários livros e ouvi alguns relatos da “aparição” do personagem. Recriei-o a partir de várias fontes, todas elas de tradição popular.
RESENHANDO – O que você espera passar para as crianças com esta obra? As crianças encontrarão no personagem deste livro uma figura simpática, mas que não foge de sua função de atazanar as pessoas. Não quis fugir às suas características, mas também busquei evitar cair no lugar-comum. É um livro infantil que agradará também outros públicos, pois se preocupa, antes de mais nada, em contar uma história.
RESENHANDO – Na sua opinião, o que as crianças mais gostam na história do Saci? O Saci é um personagem que tem DNA africano, indígena e europeu. Entretanto tudo aconteceu espontaneamente, sem interferência consciente. As suas peraltices remetem aos seres do folclore europeu, como duendes e leprechauns. A única perna faz lembrar a lenda do ciápode, um ser mitológico. O gorro também é europeu. A cor e o cachimbo são referências africanas. Em alguns lugares, como no nordeste, ele é retratado como a ave peitica. Acredito que essa mistura facilita a rápida identificação, pois aproxima o personagem de culturas aparentemente tão distintas. Outra coisa a considerar é a peraltice, tão própria das crianças. Embora o Saci exagere em algumas brincadeiras, as crianças acabam se identificando com esse lado traquinas do personagem.
RESENHANDO – Qual outro personagem do folclore você escreveria um livro e por quê? Acho Cobra Norato uma das mais belas lendas, por misturar as tradições indígenas com as crenças europeias. Também escreveria sobre uma lenda urbana, A Moça do Cemitério, que tem forte apelo junto aos jovens, apesar de sua temática ser muito antiga.
RESENHANDO – Fale um pouco sobre a literatura de cordel no Brasil e seu interesse por esse estilo. Não há, em nenhum outro país, uma literatura popular com o mesmo vigor daquela praticada no Brasil. E o cordel, gênero da poesia popular, é o maior responsável por essa honraria. Entrei em contato com o cordel ainda criança, na Ponta da Serra, localidade rural do sertão baiano, no município de Riacho de Santana. Quem me apresentou à literatura de cordel foi minha avó paterna, Luzia Josefina. Ela era também grande contadora de histórias. Num armário antigo, na sala, estava o baú do tesouro: uma gaveta na qual ela guardava os folhetos e romances de cordel. Aos seis anos eu já sabia o que queria. Com essa idade, tentei escrever o primeiro cordel. Aos oito eu já fazia ABCs (cordéis mnemônicos que seguem a ordem do alfabeto), poemas diversos e vários romances de cordel, espalhados por muitos cadernos que guardo como um tesouro.
Fonte: Portal Paulus
Escrito por Marco Haurélio às 17h51
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